Porém, infelizmente, o cenário atual é outro. O que vemos são reproduções incivis e impetuosas. Os dirigentes do movimento não são nada além de manipuladores que abusam da ingenuidade da multidão, usando-a como massa de manobra em seus discursos partidários. Posam de democratas mas são em sua maioria burgueses individualistas que partem para a violência antes mesmo de tentar estabelecer um diálogo.
Os estudantes ficam presos a um sistema que não prioriza o coletivo e não sabem o que fazer para mudar essa realidade (isso é, nas poucas vezes em que existe essa vontade). Em tempos onde a falta de compromisso social impera, uma minoria de jovens marcha no melhor espírito Iluminista, só que na direção contrária àquela dos saudosos revolucionários franceses. E nesse caso o que vale não é só a intenção.
Em verdade não podemos generalizar. Ainda restam idealistas sinceros que confiam piamente num mundo justo e igualitário. Infelizmente, suas convicções estão sendo gradativamente arrastadas por discursos pérfidos e atos inconseqüentes. É preciso questionar a ausência de ideologias, o comodismo, o egoísmo e a metodologia absolutista que regem as ações dos nossos jovens alienados. Afinal, quem não se movimenta não sente as amarras que o prende.
M.T.Kodic






